Mensagem da revista

Um ano de paz!

Ao darmos início a mais uma etapa nova em nossa vida, logo nos aparece a insegurança, porque reconhecemos que o passado não nos foi fácil. Mas nós, cristãos, precisamos da convicção de que nada simplesmente passa em nossa existência, tudo acrescenta.

Ofereço-lhe neste mês o que pretendo viver neste ano de 2007: A PAZ que comporta serenidade.

Em todos os anos, colho uma passagem bíblica para eu viver. Nela, encontro um referencial para o ano inteiro. A Palavra que me saiu para este tempo foi sobre a paz: “Deixo a minha paz, dou-vos a minha paz; não como vo-lo dá o mundo. Que o vosso coração não se perturbe. Não temais!”.

Para que eu viva a paz de Jesus, não é que eu não terei tribulações, pois sei: a minha cruz é só minha; mas é bom saber da riqueza desta serenidade que vem de Deus. Conhecendo-me sei que a minha conversa geralmente tem um tom de gravidade, mas sei também reconhecer os meus momentos de alegria… E como eles são, para mim, perceptíveis! Tenho de contemplá-los, escutá-los, guardá-los em minha alma com fervor. Isso acontece não no desânimo, mas nas vitórias da minha vida. Não poderei esquecer das humildes alegrias cotidianas; como elas vêm, preciso reconhecer e recolhê-las com gratidão.

Viver é nascer lentamente. Seria, na verdade, fácil demais tomar emprestadas almas já feitas, como diz no livro do Pequeno Príncipe: “Somos como uma rosa, para termos facilidade de manejá-la não podemos esquecer que naquela beleza existe espinho”.

Viver em Deus é saber acolher – com serenidade e com esforço renovado – as rosas e os espinhos. A paz que Jesus nos traz é o equilíbrio das emoções, da sensibilidade. E uma das formas é a de nos esforçarmos para acolher os elogios mais calorosos, pois isso nos ajuda em nossa auto-estima. Nas incompreensões mais difíceis, saberemos que a opinião de Deus é o que importa para nós. Só Ele é juiz, justo, compreensivo e misericordioso. Eu sei que só Ele conhece meu íntimo, minha alma e minha natureza. Estou aprendendo que a serenidade não impede o sofrimento. Ela não preserva as mágoas do coração, porque ela não é rígida, fria ou orgulhosa, mas é o humilde esforço de minha vontade dirigida confiantemente para Deus.

Serenidade não quer dizer tristeza, cansaço, menos ainda, desânimo; ela é inexplicável para quem não a procura. É amparo, força e alegria para quem se esforça por lhe ser fiel; é a providência, portadora da graça. Toda a nossa paz pode ser entusiasmo contínuo, alegria calma, esperança serena, certeza feliz, sonho realizado, ou então, cansaço inexprimível, desejo dominado, temor tranqüilizado, decepção superada, mágoa perdoada, esforço realizado, humilhação aceita. Terminando, na paz nada me surpreende e nada me perturba. Deus me conhece. Neste início de ano, com tantos desafios pela frente, Deus me deu esse foco para trabalhar, vou cumprir esta meta.

Eu termino esta minha primeira carta do ano de 2007 com um trecho de nossos Estatutos, escrito pelo nosso fundador, o Padre Jonas Abib: “Somos uma comunidade de vida apostólica. Vivemos em função da missão de evangelizar, nos reunimos em comunidade por causa da missão. Assumimos e desempenhamos os vários trabalhos por causa da missão. Estudamos, nos aperfeiçoamos por causa da missão. Tudo para a realização da missão. Damos a vida e é privilégio poder investir a vida na missão Canção Nova”.

É o que vai realizar a minha Paz. Eu o convido, venha comigo, trabalhemos por Jesus, demos a vida por Jesus. Ele é tudo para mim. Jesus é a minha Paz!
Deus abençoe você! Feliz 2007!

Amo você

Eto
Administrador da Fundação João Paulo II


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