Revista CN 10/2010

Sofrimento: oportunidade para o crescimento

“Tu, porém, vigia em tudo, suporta as provações, faze o trabalho de um evangelizador” (2 Tm4,5). Superar o sofrimento significa não negá-lo, mas vivenciá-lo e sair dele transformado. Negar, remover, e projetar externamente as causas desse sofrimento ou até continuar sem mostrar, a cozê-lo em fogo brando interiormente, como eternamente vítimas, não faz crescer psicológica e nem espiritualmente.

Welligton Silva Jardim (Eto)
Foto: Wesley Almeida

Não gostamos de sofrer, e sim desejamos eliminar a dor totalmente, e aí estão as causas de muitas neuroses e muitos pecados. Negar o sofrimento e permanecer dentro dele como vítima, não faz crescer, não transforma. O sofrimento faz parte da vida. Somente a parte espiritual que habita em cada um de nós, nossa parte divina, eterna, pode viver insucessos como se fossem vitórias e os sofrimentos como alegrias. Não existem pessoas que nunca tenham provado o sofrimento e a dor. O sofrimento é pessoal, cada um tem seu próprio sofrimento e modo de sofrer. O sofrimento do coração é sombrio, rude, e sem esperança para nós, enquanto o sofrimento físico não cria a mesma angústia. O diabo, sobretudo leva-nos a crer que o sofrimento torna-se medonho, terrível e, por isso vivemos como pessoas não amadas por Deus.

Tem momentos em minha vida que ver tudo neste mundo é tão doloroso e sofrido, desumano e violento, que me interrogo: “Como mudá-lo?”. Em Cachoeira Paulista, na Fundação João Paulo II, temos, graças a Deus, um departamento chamado “Bom Samaritano”, onde acolhemos mendigos e moradores de rua, promovendo a dignidade humana, como filhos amados de Deus. Mas mesmo os ajudando, há momentos em que penso que ainda nada mudou, pois vemos em muitos o sofrimento estampado em seu corpo.

Há pouco tempo, apareceu um rapaz maltrapilho no Bom Samaritano, banhou-se, trocou de roupa e participou da reunião de oração para falar um pouquinho de Jesus antes do almoço. Aquela que dirigia o grupo pediu para alguém ler uma passagem do Evangelho. Nesse ponto, ele se apresentou e leu fluentemente o texto de maneira que a responsável pelo grupo decidiu investigar sobre seus conhecimento. Ela constatou que ele era um advogado perdido por este mundo. Quando me contaram sobre o fato, pensei: “Se eu soubesse disso, o acolheria, não por ser um advogado, pois tem o mesmo direito de outros, mas para descobrir qual razão de ele estar nessa vida de andarilho.

Meus irmãos, se eu fosse continuar falando de sofrimento, isso me tomaria muito tempo, porque me parece que ele abraçou o mundo. Mas com fé e esperança em Deus, tudo se alcança, pois Ele não nos abandona. Como diz meu amigo Carlos Astuti que trabalha ao meu lado há tantos anos na missão: “Este infeliz clamou a Deus e foi ouvido!”. Vamos rezar. Com carinho do seu irmão que os ama muito.

Wellington Silva Jardim

Cofundador da Comunidade

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Revista Canção Nova de agosto de 2010